Odds decimais, fracionárias e americanas: como converter
As três notações de odds dizem a mesma coisa em alfabetos diferentes, e passar de uma para outra é aritmética de uma linha. Quem converte deixa de comparar formatos e passa a comparar preços. Abaixo estão as fórmulas, exemplos conferidos na conta e o número que elas escondem.
As fórmulas que ligam os três formatos
Da fracionária para a decimal, divide-se e soma-se um: 3/2 vira 2,50 e 4/5 vira 1,80. Da americana positiva, divide-se por cem e soma-se um, e assim +150 vira 2,50. Da americana negativa, divide-se cem pelo número e soma-se um: -125 vira 1,80 e -200 vira 1,50.
O caminho de volta é o mesmo espelhado. A decimal menos um dá a fração, e essa diferença vezes cem dá a americana positiva quando a odd passa de 2,00. Abaixo de 2,00 usa-se cem dividido pela diferença, com sinal negativo, que é como 1,50 chega a -200.
A probabilidade implícita é a conversão que importa
Dividir um pela odd decimal dá a probabilidade que aquele preço afirma. A odd 2,50 afirma 40%, a 1,80 afirma 55,6% e a 1,50 afirma 66,7%. É essa leitura, e não o formato, que permite dizer se o preço está caro para a sua estimativa do jogo.
Somar as probabilidades de todos os resultados do mesmo mercado revela a margem. Duas odds de 1,90 somam 105,3%, ou 5,3 pontos acima do total possível, enquanto duas de 1,95 somam 102,6%. Essa diferença é o custo do mercado, cobrado antes de qualquer resultado.
Onde a conversão engana
A fracionária arredonda. A fração 5/6 dá 1,8333 na conta, e um site que mostra 1,83 apresentou preço um pouco pior do que a fração exibida ao lado. Em odds baixas, esse arredondamento come parte da vantagem que a conversão acabou de revelar.
As contas acima são aritmética, verificável com uma calculadora. Nenhuma delas é leitura de preços praticados por casa alguma, porque esta redação não mede odds. Como as tabelas daqui são ordenadas está em como avaliamos, e o retorno do jogo aparece em qual plataforma mais paga.